A pensar em ti..., este blog também se escreve em português...!!!


7 de diciembre de 2010



SERÁS...


Surca la luz sobre el mar
al final de mi día...
cómplice, entrecierra sus ojos...
me regala guiños de próxima cita...

 
Mar...
mientras pueda y cuando resucites a la luz...
seré el primero que veas al despertar...

 
Ya no serás este atardecer...
 
Serás Encuentro entre el día y yo...!
Serás fruto recién cortado.
Serás rocío de la mañana.
Serás nuevo camino.

Serás Amanecer...




Foto de Sergio


SERÁS...
  

Sulca a luz sobre o mar
no final do meu dia...
Cúmplice, semi-cerra os seus olhos...
Oferece-me vislumbres de próximo encontro...


Mar...
Enquanto possa e quando ressuscites à luz...
serei o primeiro que vejas ao despertar...


Já não serás este entardecer...

Serás Encontro entre o dia e eu...!
Serás fruto recém cortado.
Serás orvalho da manhã.
Serás novo caminho.

Serás Amanhecer...





Sergio
07.12.2010



5 de diciembre de 2010



Fronteras...





Puedes comprar el boleto hacia un lugar muy lejano, desconocido, inhóspito o exótico. 

Puedes tramitar tu pasaporte para que nada te detenga. 

O tramitar una visa para ser bienvenido en otro lugar. 

Puedes así cruzar todas las fronteras que separan a los países entre sí. 


¡PERO hay fronteras que no tienen policías o gendarmes esperándote para controlarte... y aún así no podrás cruzar...! 

¡Hay fronteras en las que no hay aduanas dispuestas a abrir tu equipaje... y aún así nada podrás llevar hasta allí...! 

¿Es que acaso no trataste jamás de penetrar un corazón cerrado...? 

¿Alguna vez no pretendiste escudriñar el interior de las almas de algunas personas y solo viste puertas selladas...? 

¿Nunca te estrellaste con la indiferencia del que, solitario, vive su vida como si el mundo terminara a dos metros de sí... y, aislado, te niega ser tratado...? 

¿Jamás te preguntaste como será traspasar el dolor de los que sufren para entrar en su reino del sufrir y caminar sus calles de la miseria y de la postergación?? ¿...Y no lograste ni siquiera imaginártelo...? 

¿Me dirás que nunca intentaste mojarte bajo la misma gota de la lágrima del que llora y nunca pudiste hacer carne su tristeza en ti...? 

¿Dime si no es verdad que también en tus desánimos intentaste pasar la cerca que te separaba del que reía alegremente y te diste cuenta que no hay frontera más alta que la que separa las alegrías de las tristezas profundas...? Y seguiste llorando tu llanto mientras, a lo lejos, alguien reía su alegría... 

Yo alguna vez quise pasar sin pedir permiso por estas fronteras y fui un paria en país ajeno. 

Alguna vez quise fingir lo que otros eran o hacían y solo fui mediocridad. 

¡Hubo oportunidades en que quise hacer mías palabras que, de tanto no ser mías..., fueron extrañas, secas, estériles..., muertas...! 

Y solo las hacia vivir cuando, aun conteniendo las mismas letras, nacían del alma y no de la memoria. 

Miro a mi alrededor, miro a quienes me rodean y veo que muchos han delimitado sus vidas para no ser invadidos y, a la defensiva, se han aislado haciendo de sus bordes... una frontera. 

Hay gentes que sufren, que están solos, que lloran, que se esconden... y yo quisiera llegar hasta cada sufrimiento, hasta cada soledad, hasta cada lágrima, hasta cada escondite. ¡Y hay tantas veces que no lo puedo conseguir...! 

¡Pero hay otras ocasiones en que sí lo he logrado...! 

Y esas ocasiones son aquellas en las que yo he sido Auténtico, Veraz y Confiable... 

Auténtico por no fingir todo lo que siento...! 

Veraz por ser exactamente lo que mis palabras dicen...! 

Y Confiable por demostrar fehacientemente que soy Autentico y Veraz...! 

Estos han sido mis pasaportes que me han dado las llaves de las puerta-vidas cerradas. 

En ocasiones me han dado la bienvenida..., en otras me han soportado hasta conocerme. ¡Pero qué bueno ha sido estar no tanto de mi lado... y sí en el de los que me rodean...! 

Así he descubierto a personas como si fueran países nuevos. 

Y en sus formas de ser he encontrado paisajes de Alma que, yo, desde afuera, jamás hubiese sospechado que existían...! 

Lo he recorrido y siempre me han quedado ganas de volver para conocerlos más. 

Hay que atreverse a cruzar, pero no invadir... y veremos que muchos ruegan que viajeros de la Vida se atrevan a quedarse en Sus Vidas... y cuando hayamos aprendido a hacerlo, y cada vez más seguido..., estaremos traspasando, todas esas veces, más fronteras...! 

¡Y que allí donde veamos una frontera veamos la invitación o el desafío a cruzar...! 




Fronteiras... 


Podes comprar o bilhete para um lugar muito distante, desconhecido, inóspito ou exótico. 

Podes tramitar o teu passaporte para que nada te detenha. 

Ou tramitar um visto para ser bem-vindo noutro lugar. 

Podes assim cruzar todas as fronteiras que separam os países entre si. 


MAS há fronteiras que não têm policias ou vigias à tua espera para controlar-te... e ainda assim não poderás cruzá-las...! 

Há fronteiras onde não há alfandegas dispostas a abrir a tua bagagem... e, ainda assim, nada poderás levar até ali...! 

Por acaso não trataste jamais de penetrar um coração fechado...? 

Alguma vez não pretendeste esquadrinhar o interior das almas de algumas pessoas e apenas viste portas seladas...? 

Nunca te estatelaste com a indiferença do que, solitário, vive a sua vida como se o mundo terminara a dois metros de si... e, isolado, se nega a ser tratado...? 

Jamais te perguntaste como será trespassar a dor dos que sofrem para entrar no seu reino de sofrimento e caminhar as suas ruas de miséria e de adiamento?? E não lograste nem sequer imaginá-lo...? 

Dir-me-ás que nunca tentaste molhar-te debaixo da mesma gota da lágrima do que chora e nunca pudeste fazer tua a sua tristeza...? 

Diz-me se não é verdade que também nos teus desânimos tentaste passar a cerca que te separava do que ria alegremente e te deste conta que não há fronteira mais alta que a que separa as alegrias das tristezas profundas...? E continuaste chorando enquanto, ao longe, alguém ria a sua alegria... 

Eu, alguma vez quis passar sem pedir licença por estas fronteiras e fui um pária em país alheio. 

Alguma vez quis fingir o que outros eram ou faziam e só fui mediocridade. 

Houve oportunidades em que quis fazer minhas palavras que, de tanto não ser minhas..., foram estranhas, secas, estéreis..., mortas...! 

E só as fazia viver quando, ainda contendo as mesmas letras, nasciam da alma e não da memória. 

Olho ao meu redor, olho os que me rodeiam e vejo que muitos delimitaram as suas vidas para não ser invadidas e, na defensiva, isolaram-se, fazendo dos seus limites... uma fronteira. 

Há pessoas que sofrem, que estão sós, que choram, que se escondem... e quisera eu chegar até cada sofrimento, até cada solidão, até cada lágrima, até cada esconderijo. E tantas vezes não consigo...! 

Mas há outras ocasiões em que sim, consegui-o...! 

E essas ocasiões são aquelas em que fui Autêntico, Verdadeiro e Confiável... 

Autêntico por não fingir tudo o que sinto...! 

Verdadeiro por ser exactamente o que as minhas palavras dizem...! 

E Confiável por demonstrar fielmente que sou Autentico e Verdadeiro...! 

Estes foram os passaportes que me deram as chaves das porta-vidas fechados. 

Em certas ocasiões deram-me as boas vindas..., noutras suportaram-me até me conhecer. Mas que bom foi estar, não tanto do meu lado..., mas sim ao lado dos que me rodeiam...! 

Assim, descobri pessoas como se fossem países novos. 

E nas suas formas de ser encontrei paisagens de Alma que, eu, de fora, jamais suspeitaria que existiam...! 

Percorri-os e sempre me ficaram ímpetos de voltar para conhecê-los melhor. 

Há que atrever-se a cruzar, mas não invadir... e veremos que muitos rogam que viajantes da Vida se atrevam a ficar nas Suas Vidas... e quando tenhamos aprendido a fazê-lo, e cada vez mais seguido..., estaremos atravessando, todas essas vezes, mais fronteiras...! 

E que, ali onde vemos uma fronteira, vejamos o convite ou o desafio a cruzá-la...!




Sergio
05.12.2010



2 de diciembre de 2010



Disimula...





Disimula... que esta poesía jamás se escribió...
Que no hubo letras encontradas y que nunca se formó
El viento escribe con trazo muy suave...
Tanto que en el aire... ya se borró...


Disimula que nunca escuchaste
Palabras vivas que no salieron de aquí...
Es solo que no las dije
Escondidas están... prestas a salir...


Disimula miradas que no vieron aún la luz...
Es que el corazón no tiene ojos y solo él se abre para ti
Disimula sí...
Disimula... lo que no sabes... 


Disimula lo que no oirás...
Disimula lo que no ves...
Solo imagina que lo que no muestro,
Ni digo ni miro, solo imagina que es para ti...




Dissimula... 


Dissimula... que esta poesia jamais se escreveu...
Que não houve letras encontradas e que nunca se formou
O vento escreve com traço muito suave...
Tanto que no ar... já se apagou...


Dissimula que nunca escutaste
Palavras vivas que não saíram daqui...
É apenas porque não as disse
Escondidas estão... prestes a sair...


Dissimula olhares que não viram ainda a luz...
É que o coração não tem olhos e só ele se abre para ti
Dissimula sim...
Dissimula... o que não sabes... 


Dissimula o que não ouvirás...
Dissimula o que não vês...
Apenas imagina que o que não mostro,
Não digo nem vejo, apenas imagina que é para ti...



Sergio
02.12.2010