(de como una acción cambia una vida)
Ayer me enteré de una muerte... de alguien que, para mí, jamás morirá...
En la escuela te llamaban la maestra Vilma C. de G..., para mi eras "Mi" Señorita Vilma...!
Podías ser esa extraña conjunción de ser querida por muchos y respetada como pocas...
Porque tu dulzura era un recuerdo en mis compañeros y en Mí...!
Pero, si te enojabas..., ya el silencio que provocabas era tan profundo...! Pero ahí nos enseñabas que querer no es lo mismo que consentir...!
Pero, si te enojabas..., ya el silencio que provocabas era tan profundo...! Pero ahí nos enseñabas que querer no es lo mismo que consentir...!
Mi señorita Vilma...! la que llegabas a mi escuela con los pies llenos de barro en días de lluvia, porque ella no lograba borrar tu sentido de la responsabilidad...
Nunca supe de tus tristezas ni de tus dolores..., lo único que sabía era que te preocupabas por las tristezas y dolores de tus alumnos...
Alegrarte era nuestra mayor virtud y anhelo..., y enojarte... ¡nuestra pesadilla...! Ay del que osara hacerlo..., pues ni ahí discriminabas... ¡vaya a la Dirección...! ...y eso era lo peor...!
Eso es por lo que te recuerdan todos, señorita Vilma...!
PERO yo no..., no sólo por eso.... Te recuerdo por mucho más...!
Es que hubo una vez, hace mucho tiempo, un niño muy humilde al que te le cruzaste en su Camino y se lo cambiaste para siempre...!
A muchos les parecerá una "pequeñez", pero tu gesto supo transformar una vida...
La mía...!
Señorita, una vez hubo un niño elegido para recibir un premio para sí y para su escuela en un lugar al que asistirían muchas personas desconocidas..., ¿te acuerdas...?
¡YO SÍ...!
¿Te acuerdas que, en el día señalado, ese niño no acudió a la cita contigo para ir a recibirlos...? ¡Yo si, me acuerdo...!
¿Te acuerdas que fuiste hasta su casa, extrañada, para saber qué es lo que había sucedido? Yo aún lo recuerdo...
¿Recuerdas que ese niño no salía y su madre te dijo que él estaba triste y avergonzado...?
Te preguntaste y le preguntaste "Por qué"... y la respuesta fue: ¡...POR UNAS ZAPATILLAS ROTAS..., las únicas que la escasez le permitía tener...!
No sé si te acuerdas que le dijiste, a ese niño, que eso a ti no te importaba y que era tu orgullo acompañarlo..., aun con las zapatillas rotas...
¡Aún suenan en mí esas palabras...!
Fuiste con ese niño y jamás le soltaste su pequeña mano...
Y ese niño sintió que lo exhibías como tu mejor tesoro... y pasaba en medio de zapatos de estreno sin importarle ya sus humildes zapatillas..., ¡tan solo porque sentirte a su lado lo anulaba todo...!
Sabes..., la Vida ha pasado..., los años también..., pero ese instante se ha quedado detenido en el tiempo y en mi mente...
La vida ha sido generosa conmigo..., he crecido y a la sombra de mi Vida una familia crece...
Pocos saben que todo lo logrado se ha apoyado en ese gesto tuyo, gigante para mi, señorita...!
No hay obstáculo que no pueda vencer y no me importan ya los desprecios o las sub-valoraciones ajenas... ¡si tú, un día, me dijiste que estabas orgullosa de Mi...!
Tu ejemplo me guía hoy y, con ese molde..., mis ejemplos tratan de guiar los pasos de mis hijos...!
Y no he encontrado otra fórmula para enseñarles el valor de las cosas realmente importantes, las que no se ven con los ojos, por sobre lo que aún no pueden tener. Y que lo importante es el valor que nos dan las personas que nos quieren de verdad. Eso les enseño y siento que ese es el mejor homenaje que yo te puedo hacer..., Mi Señorita Vilma...!
Hoy quiero, como cuando era niño, pasar a recoger una flor del camino y, así como la llevaba a tu escritorio..., enviártela al cielo..., ese aula gigante donde, seguro, aún continúas enseñando... y elevo mi mirada hacia lo alto y te imagino escribiendo, aún, sobre ese gran pizarrón que es el cielo...!
TU ALUMNO SERGIO
Para a minha senhorita Vilma... de um homem agradecido...
(como uma acção marca uma vida)
Ontem tomei conhecimento de uma morte..., de alguém que, para mim, jamais morrerá...
Na escola chamavam-te a professora Vilma C. de G., para mim eras "a Minha" Senhorita Vilma...!
Conseguias ser essa estranha conjunção de ser querida por muitos e respeitada como poucas...
Porque a tua doçura era uma lembrança nos meus companheiros e em mim...!
Mas, se te zangavas..., o silêncio que provocavas era tão profundo...! Mas, assim nos ensinavas que gostar não é o mesmo que consentir...!
Mas, se te zangavas..., o silêncio que provocavas era tão profundo...! Mas, assim nos ensinavas que gostar não é o mesmo que consentir...!
Minha senhorita Vilma...! A que chegava à minha escola com os pés cheios de lama, nos dias de chuva, porque ela não conseguia limpar o teu sentido de responsabilidade...
Nunca soube das tuas tristezas nem das tuas dores..., o único que sabia era que te preocupavas pelas tristezas e dores dos teus alunos...
Alegrar-te era a nossa maior virtude e anseio..., e irritar-te... o nosso pesadelo...! Ai do que ousara fazê-lo..., pois nem aí discriminavas..., vai à Direcção...! E isso era o pior...!
Isso é pelo que te recordam todos, senhorita Vilma...!
Mas eu não..., não só por isso.... Recordo-te por muito mais...!
É que, uma vez, há muito tempo, houve um menino muito humilde com quem te cruzaste no seu Caminho e mudaste-o para sempre...!
A muitos lhes parecerá uma "pequenez", mas o teu gesto soube transformar uma vida...
A minha...!
Senhorita, uma vez, houve um menino eleito para receber um prémio para si e para a sua escola, num lugar e num evento a que assistiriam muitas pessoas desconhecidas... lembras-te...?
EU SIM...!
Lembras-te que, no dia marcado, esse menino não apareceu ao encontro contigo para ir recebe-los...? Eu sim..., lembro-me...!
Lembras-te que foste até sua casa, preocupada, para saber o que lhe tinha sucedido? Eu ainda o recordo...
Recordas que esse menino não vinha à porta e a sua mãe te disse que ele estava triste e envergonhado...?
Te perguntaste e lhe perguntaste "Porquê"... e a resposta foi: POR UMAS SAPATILHAS ROTAS..., as únicas que a escassez lhe permitia ter...!
Não sei se te lembras que lhe disseste, a esse menino, que isso a ti não te importava e que era um orgulho acompanhá-lo..., mesmo com as sapatilhas rotas...
Ainda soam em mim essas palavras...!
Foste com esse menino e jamais lhe soltaste a sua pequena mão...
E esse menino sentiu que o exibias como o teu melhor tesouro... e passava no meio de sapatos a estrear sem importar-lhe já as suas humildes sapatilhas..., tão só, porque sentir-te a seu lado fazia-o esquecer tudo...!
Sabes..., a Vida passou..., os anos também..., mas esse instante permanece preso no tempo e na minha memória...
A vida foi generosa comigo..., cresci e à sombra da minha Vida uma família cresce...
Poucos sabem que tudo o que consegui se apoiou nesse gesto teu, gigante para mim, senhorita...!
Não há obstáculo que não possa vencer e não me importam já os desprezos ou as subvalorizações alheias..., se tu, um dia, me disseste que estavas orgulhosa de Mim...!
O teu exemplo guia-me hoje e, com esse molde..., os meus exemplos tratam de guiar os passos dos meus filhos...!
E não encontrei outra fórmula para ensinar-lhes o valor das coisas realmente importantes, as que não se vêem com os olhos, mais importantes que o que ainda não podem ter. E que o importante é o valor que nos dão as pessoas que nos querem de verdade. Isso lhes ensino e sinto que essa é a melhor homenagem que eu te posso fazer..., Minha Senhorita Vilma...!
Hoje quero, como quando era um menino, colher uma flor do caminho e, assim como a levava à tua sala..., enviar-ta ao céu..., essa sala gigante onde, de certeza, ainda continuas ensinando... e elevo o meu olhar para o alto e imagino-te escrevendo, ainda, sobre esse grande quadro que é o céu...!
TEU ALUNO SERGIO
Sergio
13.06.2010

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